Aprendi que não temos limites para sermos felizes o importante mesmo é sempre buscar o que for necessário para essa felicidade que tanto procuramos, tudo depende de nós, só bastar querer! Agradeço aos meus santos e guias por que neles eu encontro uma felicidade muito especial e que através deles o meu contato com Deus e muito mais gratificante! A Casa da Estrela Guia é uma forma de agradecimento a eles! Obrigada!


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“O Candomblé não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho”.

sábado, 21 de julho de 2012

Egungun




Egunguns são espiritos ancestrais que voltam a terra por meio de invocação de pessoas em um determinado culto. Esses espíritos são invocados e tomam novamente uma forma viva, pois esses ancestrais tiveram uma posição na hierarquia terrena e agora retornam ao Ayê com grandes ensinamentos. Também chamados de Bàbá Egungun, são espíritos preparados para esse tipo de ritual, porque o intuito desse ritual é deixar visível o mundo dos mortos para os que ainda vivem. Aqui no Brasil esse culto só existe na ilha de Itaparica no estado da Bahia. Esses egunguns entram no salão (Terreiro) bem vestidos com roupas características, roupas caras e enfeitadas. Os Bàbás Egunguns se caracterizam por usar uma roupa chamada de Eku, ou aqui no Brasil de Opá, enfeitadas de búzios, espelhos e tiras de pano bordadas (Chamada de Abalá) e usam também um avental chamado de Bantê. Sua voz é rouca, gutural e as vezes fina.

Os Aparakás são os egunguns mais jovens, não usam Bantê nem Abalá, são mudos e não tem identidade definida. Sabe-se que tudo isso é cercado de muito mistério, não é permitido tocas nesses Egunguns, por isso os Ojés (Sacerdotés) usam varas rituais para separarem os Egunguns dos vivos. Diz a crença que aquele que ousar tocar nesses epiritos materializados terão infinitos problemas. Todo esse ritual é acompanhado pelo sacerdote supremo chamado de Alápini. Todos os integrantes desse culto é chamado de Mariwó. Na África o orixá Xangô está ligado á esse culto, pois ele foi o unico orixá que viveu dentre os vivos, além de ter sido iniciado, assim se tornou o primeiro Ojé dos cultos a Egungun. Há também muitas outras lendas envolvendo Xangô e esse culto. Diz-se que as pessoas de culto africano e depois de mortas não tiverem seus assentamentos e coisas rituais despachadas corretamente virarão Bàbás Egunguns.

AKITE e AKULE

Um dia, no começo do mundo, dois homens, AKITE e AKULE, começaram a brigar muito por causa de uma fruta. A briga acabou por envolver os humanos, EGUNS, orixás, os animais. No melhor da briga, chegou BARÁ. Da maneira rápida e matreira tão própria dele, tirou do bolso um pó, misturou com terra e soprou na multidão. Veio um temporal de vento, relâmpagos, trovões e chuva chamado ADARRUM, que ficou sendo o toque de guerra dos orixás. Quando os orixás estão no orun e escutam o adarrum vem correndo para ver o que é que esta acontecendo na terra. Naquele momento veio um raio e matou AKULE, e todos acharam que foi uma armadilha. Veio uma pedrada e matou AKILE, e todos acharam que foi coisa feita. Os iwins ficaram devastados com essa guerra, que aniquilou os habitantes da Terra. Obatalá, chefe dos iwins, foi falar com seu pai OLOFIN, senhor do infinito, e contou tudo que se passara e passava. OLOFIN se comoveu e, mandou chamar a árvore IROCÔ, única sobrevivente da espécie, e fez IROCÔ crescer. Quando chegou ao céu, OLOFIN lançou sobre ela uma nuvem branca, interrompendo o crescimento. OLOFIN tirou um galho da árvore e entregou ao filho e disse que segurando aquele galho, feito um bastão, ele poderia voltar a Terra. Deu ao cajado o nome de opaxorô.

ALMA DO NEGÓCIO

O macaco queria se casar e não tinha dinheiro, mas como era sabido, resolveu pedir a DÃ, cem cauris, obtendo sucesso. Solicitou a mesma quantia a Kpo, e a ODÉ. Ficando estipulado o prazo de três meses para liquidar a dívida. No dia estipulado todos foram cobrar ao macaco, que fez o que segue: Mandou Dã esperá-lo no pé de IROCO às 20:00 horas. Mandou Kpo esperà-lo no pé de IROCO às 20:30 horas. Mandou Odé esperá-lo no pé de IROCO às 21:00 horas, e a todos recomendou pontualidade. No horário marcado Dã foi para o IROCO, cansado de esperar o macaco, acabou adormecendo. ÁS 20:30 horas Kpo chegou sem que visse a serpente. Começou a sentir sono e deitou no chão. ODÉ se dirigiu para o IROCO no horário marcado. Lá chegando avistou Kpo e para sua surpresa o leopardo estava dormindo. ODÉ que nada tinha caçado e esperava pegar Kpo há muito tempo, deu uma flechada em Kpo que alucinada de dor caiu por cima de Dã que apesar de receber uma patada de Kpo desferiu uma picada em ODÉ. ICÚ, todas as noites passa pelo pé de IROCO, surpresa levou todos para seu reino.

CASTIGO

Iyewá KEMI, uma menina muita bonita e muito travessa morava numa aldeia, e desde o nascimento tinha sido prometida a EUÁ. Sua vó, euá TOSSI, era responsável pelo culto na aldeia e pela educação espiritual da menina. Um dia a menina seria iyá IYEWÁ. A menina tinha a péssima mania de imitar coisas e pessoas e punha-se a rir com a cara de espanto de todos. Ela imitava muito bem principalmente o macaco. Por ser bonita ria de quem era feio, sem perder a oportunidade de debochar da pessoa. Durante muitos anos durante a festa de EUÁ a menina aprontava sempre situações constrangedoras para a sua avó. Quando tinha CATORZE ANOS, quando ia para o festival viu um macaquinho todo vestido com as cores do orixá EUÁ e começou a imitá-lo, as companheiras imploraram para que parasse mas ela mais gritos estridentes dava. Quando chegaram perceberam que a orixá não queria receber as oferendas. Se manifestou no jogo, querendo que cada uma das filhas e das prometidas entrassem na camarinha uma a uma. Quando chegou a vez da menina, assim que pôs os pés no recinto sagrado sentiu que o rosto se contorcia todo. Pulava sem que quisesse, não conseguindo parar. Começou a gritar por socorro, e muito mais quando viu que seu rosto se transformara num careta horrível, parecida com cara de macaco deformado. No exato momento que ela viu o seu rosto, EUÁ culpou a avó - a iya - e disse: “há muito tempo você vem sendo advertida para parar com isto, sem que se corrija, como castigo, você vai ter que conviver com esta cara de macaco e não será mais iniciada”.

DESCOBERTA

Há quem diga que OIÁ foi namorada de OBALUAÊ e conseguiu que ele mostrasse o rosto sob as palhas. Provocou um grande vento e o azê foi levantado. Ficou surpresa por que o rosto de OBALUAÊ era belíssimo. OBALUAÊ gosta muito de OIÁ e de sua espontaneidade desinteressada. Ela é alegre, bonita, brejeira e generosa muitas vezes OIÁ acompanha EUÁ em suas inúmeras viagens ao céu, rumo ao reino de OXUMARÊ e em contrapartida OIÁ é acompanhada pela EUÁ no transporte dos espíritos do aiê ao orun.

EXÍLIO

XANGÔ se considerava o máximo. Mulher nenhuma no mundo conseguia resistir aos seus encantos. Era o mais belo dos reis, rico e cheio de si. A fama da beleza de EUÁ corria mundo, e EUÁ não era casada. XANGÔ resolveu a todo custo, seduzir EUÁ, nem que tivesse de trabalhar de servo em seu palácio, e foi o que fez. EWÁ portadora de vidência e de premonição, previu a chegada em seu reino, de um grande senhor real que viria disfarçado de servo. Assim preparada, ficou imune ao charme do senhor do fogo qualquer mulher que olhasse XANGÔ nos olhos brilhantes de fogo, cairia apaixonada. EWÁ prevenida não olhava nos olhos. O tempo foi passando e nada, XANGÔ irritado tentou possuí-la a força, a moça apavorada, mas muito valente deu uma mordida na mão de XANGÔ e soltou-se fugindo do palácio, com o rei disfarçado em seu encalço. XANGÔ, furioso e pondo fogo pela boca, estava cada vez mais perto, quando EUÁ avistou a porta do cemitério e entrou, o que fez com que o rei de oió fugisse apavorado, mas a tempo de dizer-lhe que ainda a possuiria de qualquer forma. Cansada de tantas perseguições, EUÁ resolveu ficar residindo no ILÊ IBOJI, onde sempre estaria a salvo de XANGÔ, estabelecendo um grande relacionamento com IKÚ. Casou-se com OMOLU e tornou-se senhora dos cemitérios responsável pela transformação e distribuição de todos os elementos para a decomposição do cadáver.

FALSO PODER

Os ajés se tinham como os todos poderosos sobre os EGUNS fazia-os aparecer e desaparecer, obrigando-os a satisfazer todos os seus desejos sem o consentimento de OIÁ. Sabendo disto, OIÁ resolveu pregar uma peça nos ajés. Vestiu-se de EGUM e saiu pela floresta. Vendo aquilo os ajés pegaram os ixãs e sairam em sua perseguição de repente OIÁ viu um buraco na terra e ali entrou. Os ajés disseram: ele entrou por aqui e por aqui tem que sair. Ali ficaram até o anoitecer e quando, ao longe, ouviram o ilá de OIÁ perceberam no alto da montanha que ela tirava a roupa de EGUM. E desde daquele dia só com o consentimento de OIÁ pode-se fazer qualquer coisa para EGUM.

FOLE e FOGO

Conta o mito que OIÁ estava trabalhando com OGUM, seu marido ferreiro, na oficina dele no dia dos ancestrais. OGUM batia o ferro na bigorna enquanto OIÁ assoprava o fogo com o fole. OIÁ alegre como sempre, trabalhava e produzia música. Conseguindo involuntariamente atrair os EGUNGUNS para a porta da oficina. OGUM ficou tão orgulhoso de OIÁ que tirou o próprio capacete da cabeça, ACORÔ, e ofereceu a OIÁ chamando-a acorô de minha cabeça.

LIBERDADE

OIÁ queria XANGÔ só para ela, pois sofria quando ele saía. Para impedir que XANGÔ saísse de casa, chamou os mortos a sua presença, e a casa de OIÁ ficou cercada de EGUNS, assim XANGÔ tornou-se prisioneiro de OIÁ. Cada vez que ele tentava sair e abria a porta, os EGUNS vinham ao seu encontro chiando. XANGÔ aterrorizado não saía a rua, um dia na ausência de OIÁ, OXUM foi visitar XANGÔ que lhe contou tudo. OXUM preparou uma garrafada com aguardente, mel e pó de efum.

NA MESMA MOEDA

Conta o mito que OIÁ disputava com o marido, OGUM o primeiro lugar em valentia. Um belo dia, OIÁ convocou todas as mulheres na tarefa de pregar uma peça no senhor da guerra. Para isto vestiram um macaco com panos coloridos dos pés a cabeça e soltaram o animal no local onde OGUM costumava passar. Quando OGUM viu o monstrengo correu, para deleite de OIÁ e das outras mulheres. A façanha se repetiu por 3 dias, encarregando-se OIÁ de espalhar o ocorrido. Após o terceiro dia de susto OGUN resolveu consultar ORUMILÁ, que o orientou a chegar no lugar dos fatos 2 horas antes do horário costumeiro e se escondesse na mata. Cumprindo o determinado pelo senhor da adivinhação OGUN colocou-se a espreita e viu todo o ocorrido com indignação. Jurou vingança, furioso juntou os homens e deu o troco em OIÁ e nas demais mulheres, com a mesma moeda. Vestiu um macaco do mesmo jeito e esperou que elas chegassem. Não deu outra, elas saíram gritando de medo e como punição as mulheres foram excluídas de participar do segredo do culto dos EGUNS.

RELAÇÕES COMPLICADAS

XANGÔ seduz OXUM, raptando-a do palácio de seu pai. Outras lendas dizem que XANGÔ tomo-a de OGUM, mas que eles mantiveram uma relação esporádica como amantes. IANSÃ foi mulher de OGUM, mas foi embora com XANGÔ. OXUM seduziu IANSÃ mas logo abandonou-a e temos finalmente a versão de uma relação entre OGUM e ODÉ,que apesar disto continuaram suas vidas solitárias na floresta. IEMANJÁ casou com ORIXÁLA mas o traiu com ORUMILÁ. XANGÔ casou com IANSÃ, embora ele detestasse EGUM e ela detestava CARNEIRO.

REPRESENTANTE

Certa feita EGUM vestiu roupas idênticas a de XANGÔ com bota e tudo e saiu “aprontando”. Chegava nos lugares e fingia que era XANGÔ comendo as comidas e recolhendo as oferendas destinadas ao rei. XANGÔ mandou cortar a cabeça de EGUM.

TRANSFORMAÇÃO DOS ORIXÁS

IROCÔ era uma árvore, muito importante, importante a valer. OLOFIN determinou que os orixás e ÊRES fossem cultuados pelos viventes, e eles saíram pelo mundo à procura de seus filhos com isto haveria a aproximação do mundo dos encantados com o das pessoas. IROCÔ era muito cultuado e trabalhava muito, perto de onde estavam havia uma feira cheia de movimento, IROCÔ soprou e seu hálito em forma de vento que foi cair sobre a cabeça da moça que vendia na feira,a moça começou a rodar a rodar , a rodar e foi cair nos pés de IROCÔ, nascendo a primeira locosi. Isso quer dizer que IROCÔ chega no axé, chega para dançar e ficar. Todos os orixás correram para o pé de IROCÔ, para uma grande junção, chegaram trazendo suas comidas prediletas:

XANGÔ levou amalá. OGUM levou inhame assado. ODÉ levou milho amarelo. OMULU levou pipoca e feijão preto. OSSAIM levou farofa de mel de abelhas. OXUMARÊ levou farofa de feijão. OXALUFÃ levou milho branco. OXAGUIÃ levou bolos de inhame cozido. ORUMILÁ levou ossos. BARÁ chegou correndo e levou cachaça. Ajoelhou-se nos pés de IROCÔ e jogou 3 pingos no chão, cheirou 3 vezes e bebeu um pouco. Neste momento IROCÔ se transformou em árvore, OGUM em cachorro, ODÉ em vaga-lume, OMULU em aranha, OXALÁ em lesma, OXUMARÊ em cobra, XANGÔ em cágado e as comidas ficaram no pé da árvore.

TUDO TEM SEU PREÇO

OXALÁ seduz NANÃ e rouba-lhe a exclusividade do poder sobre os espíritos dos mortos. Para tanto se vestiu de mulher, fingiu que era NANÃ, e, por assim dizer, domesticou os terríveis EGUNGUN que até então, faziam tudo que ela mandava. Mas para tirar o poder da grande mãe teve que pagar um preço OXALÁ usa saia até hoje.


Fonte: 
Candomblé é pra quem tem Fé


Abraços
Alda da Oxum

 

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Orixás

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Agradecimento


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