Aprendi que não temos limites para sermos felizes o importante mesmo é sempre buscar o que for necessário para essa felicidade que tanto procuramos, tudo depende de nós, só bastar querer! Agradeço aos meus santos e guias por que neles eu encontro uma felicidade muito especial e que através deles o meu contato com Deus e muito mais gratificante! A Casa da Estrela Guia é uma forma de agradecimento a eles! Obrigada!


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Independente de qual for sua religião ou crença, sendo Espírita, Católico, Protestante, Evangélico, Kardecista, Budista, entre outras. Aqui neste espaço você encontrará Paz e Luz...


"De a quem você ama: Asas para voar, Raízes para voltar e Motivos para ficar.”Dalai Lama



Minha Meta: Divulgar o candomblé de todas as maneiras possíveis, de forma simples, clara e objetiva e Minha Missão: Ajudar os necessitados sem perguntas, fazendo o bem sem olhar a quem... - Alda da Oxum

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“O Candomblé não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho”.

sábado, 21 de julho de 2012

Iyá-Mi Osorongá






Quando se pronuncia o nome de Iyami Oxorongá quem estiver sentado deve se levantar, quem estiver de pé fará uma reverência pois esse é um temível Orixá, a quem se deve respeito completo. Pássaro africano, Oxorongá emite um som onomatopaico de onde provém seu nome. É o símbolo do Orixá Iyami, ai o vemos em suas mãos. Aos seus pés, a coruja dos augúrios e presságios. Iyami Oxorongá é a dona da barriga e não há quem resista aos seus ebós fatais, sobretudo quando ela executa o Ojiji, o feitiço mais terrível. Com Iyami todo cuidado é pouco, ela exige o máximo respeito. Iyami Oxorongá, bruxa é pássaro. As ruas, os caminhos, as encruzilhadas pertencem a Esu. Nesses lugares se invoca a sua presença, fazem-se sacrifícios, arreiam-se oferendas e se lhe fazem pedidos para o bem e para o mal, sobretudo nas horas mais perigosas que são ao meio dia e à meia-noite, principalmente essa hora, porque a noite é governada pelo perigosíssimo odu Oyeku Meji.
À meia-noite ninguém deve estar na rua, principalmente em encruzilhada, mas se isso acontecer deve-se entrar em algum lugar e esperar passar os primeiros minutos. Também o vento (afefe) de que Oya ou Iansan é a dona, pode ser bom ou mau, através dele se enviam as coisas boas e ruins, sobretudo o vento ruim, que provoca a doença que o povo chama de "ar do vento". Ofurufu, o firmamento, o ar também desempenha o seu papel importante, sobretudo á noite, quando todo seu espaço pertence a Eleiye, que são as Ajé, transformadas em pássaros do mal, como Agbibgó, Elùlú, Atioro, Osoronga, dentre outros, nos quais se transforma a Ajé-mãe, mais conhecida por Iyami Osoronga. Trazidas ao mundo pelo odu Osa Meji, as Ajé, juntamente com o odu Oyeku Meji, formam o grande perigo da noite. Eleiye voa espalmada de um lado para o outro da cidade, emitindo um eco que rasga o silêncio da noite e enche de pavor os que a ouvem ou vêem. Todas as precauções são tomadas. Se não se sabe como aplacar sua fúria ou conduzí-la dentro do que se quer, a única coisa a se fazer é afugentá-la ou esconjurá-la, ao ouvir o seu eco, dizendo Oya obe l’ori (que a faca de Iansã corte seu pescoço), ou então Fo, fo, fo (voe, voe, voe).

Em caso contrário, tem-se que agradá-la, porque sua fúria é fatal. Se é num momento em que se está voando, totalmente espalmada, ou após o seu eco aterrorizador, dizemos respeitosamente A fo fagun wo’lu ( [saúdo] a que voa espalmada dentro da cidade), ou se após gritar resolver pousar em qualquer ponto alto ou numa de suas árvores prediletas, dizemos, para agradá-la Atioro bale sege sege ([saúdo] Atioro que pousa elegantemente) e assim uma série de procedimentos diante de um dos donos do firmamento à noite. Mesmo agradando-a não se pode descuidar, porque ela é fatal, mesmo em se lhe felicitando temos que nos precaver. Se nos referimos a ela ou falamos em seu nome durante o dia, até antes do sol se pôr, fazemos um X no chão, com o dedo indicador, atitude tomada diante de tudo que representa perigo.

ÌYÀMÌ ÒSÒRÓNGÀ
PODER FEMININO NO CONTRASTE DE AMOR E MEDO

Sem sombra de dúvida, a mulher e seu Poder é um dos Mitos mais profundos da história humana. Principalmente, por serem possuidoras de uma força misteriosa, até nos dias de hoje são exageradamente cercadas de medos, o que provocou no ocidente muitos equívocos referente a forma de cultuar ÌYÀMÌ ÒSÒRÓNGÀ. Irrevogavelmente o Poder da mulher em todas as culturas do planeta sempre foi reverenciado e conseqüentemente muito temido. Se olhássemos para trás alcançaríamos analises bem especificas do desempenho da mulher e os cultos originados através de seus poderes...Isso principalmente nas Culturas Africanas, e se pudéssemos ainda voltar para ouvir dentro de nós a VOZ do Poder da Fêmea Universal, escutaríamos possivelmente algo bem próximo a isto: Meu culto data desde a Idade da Pedra. Na forma centralizada de um grande culto à fertilidade. No inicio da existência quando os seres humanos davam seus primeiros passos para evolução sobre as planícies intocadas do planeta... Eu ÌYÀMÌ, estava lá também. O tempo passou... passou... passou, e os homens desceram das planícies e foram construir suas cidades. E eu abstratamente fui com eles. Eles me cultuaram na Babilônia onde fui adorada e chamada de ISTHAR. Já no terceiro milênio antes de Cristo, os homens me invocavam de tal maneira com sabedoria, meu Poder era apaziguado... e minha força então podia ser detida, como poder feminino gerei muitos filhos (seres humanos) mais de cem ao dia. No Egito fui amada com o nome de NEITH apreciada como a mais velha e a mais sábia das Divindades, sempre à frente das artes úteis. Contemplada no céu noturno que se arqueava sobre a Terra formando com minhas mãos e pés as portas da Vida e da Morte. Por isso fui também cultuada principalmente em seus cultos fúnebres como Guerreira Protetora de seus mortos, Eu, era associada a vida e a morte, como a principal representante de DEUS, para os Egípcios, Eu era uma totalidade do Supremo. Posteriormente fui relacionada a ÍSIS, por ser Ela, uma deusa da beleza e fertilidade.Entre os Hebreus fui chamada de ASTARTE. Na Frígia apareci como CIBELE (a guerreira caçadora possuidora dos 9 fogos), indicando a fertilidade. Na Grécia, recebi o nome de REA, GEA e DEMETER, por ser sempre densa, profunda, misteriosa e escura (TERRA). Senhora do mundo inferior no sentido vertical das profundezas da terra, por isso fui relacionada também à Morte. Meu ventre terreno e magnético que guarda os mortos, numa eterna restituição, Meu ventre que é também o centro da fertilidade de onde a vida emana. Por isso sou como labirinto que significa entrar no ventre para encontrar a morte, e dele tal qual o grão de trigo gloriosamente brota.Na Grécia, sou chamada de LAMIA, amada e alimentada por homens e seus filhos homens. Como Deusa celta fui chamada de ANNIS e meu culto alcançou a Europa. Porém, a forma que mais fui conhecida e meu culto se desenvolveu, foi como Mãe-Negra (Densa Terra). Fui cultuada na cultura Cretense-Egéia, onde Eu era originariamente venerada em grutas e cujos sacerdotes eram mulheres. Eu era e sou a Lady of the Beasts (Senhora Pássaro) mulher de instinto animal venerada nas montanhas. Como em várias culturas fui comparada como a Mãe Animal de seios sempre descoberto que amamenta seus filhotes, como a cabra, vaca, etc. como indicam as vestes de peles e as roupas das sacerdotisas que sempre apareciam diante de meu altar com seus seios descobertos. Em algumas culturas, Eu tinha nas costas linhas verticais que lembravam penas da cauda dos pássaros. Em outras culturas, uma pequena estatueta na qual Eu era representada comum a criança em meu colo, às vezes com cabeça de cobra.Na Suméria fui cultuada como INANNA, popularíssima força de dupla personalidade: Eu era Tidade manhã como uma valorosa mulher "Senhora Guerreira" a deusa de muitos heróis, e de noite Eu era a deusa da fertilidade, dos prazeres e do amor, fertilizando as sementes na terra como também o próprio homem. Por isso, fui chamada de Divindade Decaída, isso, por meus vários aspectos e características, ou seja, a própria posição vertical da Terra, metade inferior da cabaça, a posição da mulher quando recebe seu homem para ser fecundada numa posição da vida, como também aposição da morte, sempre de barriga ou ventre para cima.Chamada também de divindade decaída, por Eu ser força (energia) contida mundialmente em todas as mulheres, por isso, sou a Força que não é subordinada a um só homem, mas a vários... Fato que minhas sacerdotisas respeitosamente representam de forma figurativa as "sagradas prostitutas", por não pertencerem a um e sim a todos os homens (Òrìsà’s Masculinos) sem distinção. Assim eu possuo múltiplos ventres, pois sou Eu o ventre principal (Mãe Terra), na qual todas as minhas sacerdotisas sobrenaturais se transformam e ganham distinções. Esta era a necessidade que a humanidade tinha de conciliar sexualidade e religião, como me cultuavam nos primórdios, me integrando ao poder dos opostos. Me regressando ao primeiro plano da consciência coletiva para lhes assegurar a queda da rigidez patriarcal.Em Roma, sou apaziguada pelo terrível festival de Lemúria, com suas cerimônias de deificação à seus mortos... minhas equivalentes romanas são TELLUS, CERES e MAIA.O medo dos homens ainda é imenso, eles acham que sou culpada de suas fraquezas e até por suas incapacidades. Assim, eles abençoavam e ainda abençoam as espadas, com as quais matam uns aos outros, e eu, por minha empatia as sinto atravessarem em minha garganta.Figurativamente eles me submergem nas águas, me cremam e espalham minhas cinzas ao vento.Eles extraem meu coração e cozinham com vinagre. Selam em minha sepultura quente com pétalas de rosas, arroz e ferro,... tentando me destruir, e Eu, sempre acabo voltando. Ao redor do mundo eu sempre volto.Nas planícies inglesas, onde os primeiros Anglo-saxãos escreveram poesia sobre mim. Eles me amaram e ainda me amam a seu modo particular... e Eu também os Amo do meu modo ! Sou sempre amada e temida.Os Japoneses me chamam de HANNYA, temendo minha boca e meu andar. Seus homens, jovens macios se escondem e tremem diante de minha presença, mas eu sinto seu sangue pulsar quando os revelo meus lábios. Entretanto, os mexicanos me chamam de LA-LORONA (A Chorona) por Eu ser o jorro menstrual de minhas filhas, possibilitando nascer em todo mundo milhões de seres ao mesmo tempo, abundantemente como o choro das águas nas cachoeiras.Na Índia fui chamada de RAKSHASI, tão bela e terrível, cultuada, Amada e temida pelos homens aqui como em qualquer lugar. Eu existo muito antes das tribos, e o medo dos homens de pronunciarem o Meu Nome já é passado, como um grito herdado de pai para filho século a século. Eu, sempre aparentemente tenho uma função para com eles, suas estranhas sociedades são constituídas e firmadas sob uma ameaça imaginaria, o que me faz, ser cuidadosamente colocada além das luzes de suas tochas. Evolutivamente, enquanto suas tochas se transformam em lampiões, e seus lampiões se transformam em luz néon, sua pequena casa de medo honrado (consciência) permanece intocável. Hoje, eles até acham que me conhecem profundamente, mas apesar de Eu possuir muitos nomes, sou Única, e eles nem conseguem considerar tal fato. Por tantos outros Povos eu ÌYÀMÌ, singularmente sou chamada de tantos nomes diferentes, Ex.: ÒSÒRÓNGÀ - ANANANGEL -CIVATATEO, SWAWMX – IYEMONJA – IYEMONJA-ODUA – TALAMAUR – UPYR – ÒDU –EGAEPONA – DIANNA – NÃNÃ – IYAORI –NANBUKU - CIBELLE – IYANILÈ – ONILÉ – IYALAIYE –AZERI – IYABUKU – NANKUABA – IYANLÀ – IYELALA – IYAMASE – IYAMI-AJÉ – ELEYE – ALAYÉ – IYAALÉ – IYEMOWO – MAWÙ – ÒDUWA e centenas de outros nomes já citados anteriormente... Mas todos para mim significam quase que a mesma coisa. Os nomes não dizem nada do que penso ou do que sinto. Sou quase sempre, uma coisa a ser deturpada, caçada e metaforicamente morta. Coisa que os seres humanos fazem quando suas mentes vazias requerem algo negro (sujo) para suas fantasias, principalmente sexuais. Assim me desonram, fazendo comigo o mesmo que fazem com minhas físicas Filhas, através delas me transformando em objeto de seus prazeres e maus-tratos. Ainda sim sou Divindade decaída, que além de tudo, sou Aquela que é base da humanidade sustentando seus pés, amparando suas almas e corpos em minha residência, propiciando estrutura de vida, aquela que provê abundância e riquezas, sou sim, á MÃE UNIVERSAL, chamada pelos Yorubà’s, ODÙ para uns, e ÌYÀMÌ-ÒSÒRÓNGÀ para outros”.

Fonte: Candomblé é pra quem tem Fé

Abraços
Alda da Oxum

 

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